Faz da BE um palco

Com o objectivo estabelecer parcerias externas, fazendo a articulação com escolas de diferentes concelhos,os alunos das turmas do 8º ano do Agrupamento de Escolas do Sudeste de Baião, num total de 7 alunos, no âmbito do Projecto “ Faz da BE um palco” fizeram no passado dia 9 de Junho, pelas 14, 30, na BEgas, uma dramatização adaptada da peça “ Falar a verdade a mentir” de Almeida Garret.
Assistiram à peça os alunos do Clube de Teatro da Escola Secundária D. Egas Moniz, clube esse dinamizado pelo Professor Francisco Magalhães, que também já nos deu  provas do seu talento.
Foi um espectáculo  interessante e estes jovens artistas saíram-se muito bem! Esta actividade foi deveras profícua, pois além de promover o gosto pelo texto dramático, possibilita a aquisição de conhecimentos de forma lúdica.

 A equipa da BEgas

Dia Mundial do Ambiente


O Dia Mundial do Ambiente, é comemorado todos os anos no dia cinco de Junho, é um dos principais veículos através dos quais as Nações Unidas estimulam a consciencialização mundial do meio ambiente reforçando a atenção e acção política .
Este dia pretende ainda destacar os recursos e iniciativas no sentido de promover uma economia com diminuição da produção de carbono e de mudanças nos estilos de vida, tais como uma maior eficiência energética, a utilização de energias alternativas, a conservação florestal e o consumo ecológico.
Sendo assim, no âmbito do programa Eco-escolas, estão expostos na BEgas trabalhos do 8º Ano, turma C  e  será também visualizado um Powerpoint referente às fontes de energia.
 A Equipa da BEgas.

Dia da criança: 1 de Junho


Dia Mundial da Criança é assinalado em todo o mundo desde 1950, data em que a ONU aprova a Declaração dos Direitos da Criança.
Porém, a data efectiva destas comemorações variam de país para país, sendo que em Portugal e em grande parte dos países de tradição católica festejam a efeméride no dia 1 de Junho, porque o mês de Maio é todo ele dedicado a Maria, Mãe de Jesus, seguindo-se então o mês de Junho como o mês dedicado às crianças.
(Pesquisa efectuada pela Equipa da BEgas)

Vem à BEgas, neste dia e terás uma agradável surpresa!

Livro do Mês de Junho: Os olhos de Ana Marta


Num texto que reflui tempos e nomes, Alice Vieira conjuga sombras e personagens com sons distintos, humanamente possíveis, belos e densos, na pauta da sua escrita. A frase é melodiosa e até mesmo as palavras mais estranhas ou expressões desconhecidas acomodam-se dóceis e fazem-nos rir. Envolvida por uma atmosfera de segredos e histórias, iniciadas muito antes do seu nascimento, Marta refugia-se nas cantigas e nas aventuras do Príncipe Graciano pelas sete partidas do mundo, contadas pela velha e calorosa Leonor. Ouve um tempo em que as diligências cortavam planícies pelos corredores da casa e o seu pai não era Martim, mas Touro Sentado, em conversações sobre alianças e emboscadas com o Coiote Vermelho. Leonor contava o passado quando sentia saudades, ou quando se zangava com Flávia...
Marta sempre pensou que tudo tinha tido origem numa troca, coisas de mau destino que fizeram Flávia correr até ao hospital, como quem procura remédios para a dor de cabeça e, de lá, no entanto, retornaria com uma criança nos braços. Flávia jamais dizia o seu nome, jamais saía de casa, nem durante as férias. Com o tempo, talvez Marta viesse a ser a própria Alminha da Senhora, ou a Outra Pessoa de quem as pessoas não ousam falar. O silêncio invade a infância de Marta. Seria preciso permanecer imóvel como uma boneca de porcelana posta à exibição para as visitas porque mesmo os seus passos, por mais leves que fossem, despertariam a casa e as crises de Flávia que todos diziam ser a sua mãe mas que parecia não gostar dela.
É neste embalo que lentamente o prisma de emoções adquire movimento e vai lançando um feixe de luzes sobre os moradores vivos e ausentes da casa. Variados enredos ressoam assim iluminados pela maestria da autora e articulados pela narração de Marta, em diálogo muito próximo com alguém que não se vê (“Sabes como era Leonor: às vezes as palavras saíam-lhe da boca e, quando ia por elas, já elas estavam ditas.”) — e o leitor bem poderá sentir-se tentado a ocupar o cómodo lugar de ouvinte, ao mesmo tempo em que se sentirá observado pelos olhos vigilantes de Ana Marta. Finalmente, Flávia pronuncia o nome de Marta e aceita-a como a filha. Parece que um estilhaço saiu do seu coração…

 Por Manuel Veloso
9ºA Nº7