A HORA DOS POEMAS

A BEgas viveu mais um momento de leitura partilhada. Desta vez foram trabalhados os “Poemas da Mentira e da Verdade” de Luísa Ducla Soares.
A Professora Carla dinamizou com a Margarida, o Tiago, o Micael e o Carlos, aos quais se juntaram alguns alunos do 11ºB, uma pequena apresentação animada de poemas muito divertidos.
O Alecrim (Margarida) foi o apresentador da peça poética; o Malaquias (Tiago), o Xavier (Carlos) e o Casimiro (Micael) declamaram os alegres poemas. A Vera, a Susana, a Sandra, o Antoni e o André foram os “colaboradores” dos nossos artistas.
No final os espectadores também leram e apresentaram a sua interpretação de alguns dos textos.

Ler, partilhar, aprender, descobrir, divertir, conviver… uma hora de magia.


EXPOSIÇÃO: "5 DIAS, 5 CONTINENTES"



A BEgas entrou na viagem pelos 5 continentes dinamizada pelo grupo de Geografia, no âmbito da comemoração do Dia da União Europeia.

A viagem começou no Polivalente onde foram “estendidos” mapas de cada continente com a respectiva divisão administrativa, as bandeiras, cartazes informativos. Uma mesa recheada de panfletos turísticos de vários países entusiasmou os alunos na procura de mais conhecimento.
A descoberta dos 5 continentes continuou na Biblioteca e no espaço dedicado às exposições criou-se um pequeno mundo de objectos/artesanato típico de alguns países, uma mistura de culturas que deixaram fascinados os visitantes. Curiosidades como o bilhete de identidade de todos os países do mundo e mais panfletos turísticos levaram-te numa viagem de cultura e saber.

As professoras,
Adelaide Jesus e Carla Pimentel

INAUGURAÇÃO DA BEgas

Era uma vez… uma biblioteca velhinha que ansiava por um novo projecto, que a tornasse mais jovem, mais atractiva e mais moderna… o sonho concretizou-se… a Biblioteca da Escola Secundária Dom Egas Moniz entrou na Rede de Bibliotecas Escolares… uma renovada BEgas nascia. A remodelação começou: um espaço mais amplo, mais convidativo, equipamentos novos, mais comodidade, mais serviços, mais livros.

O dia 8 de Maio chegou… na inauguração da Biblioteca Escolar, estiveram presentes o presidente do Conselho Executivo da Escola Dom Egas Moniz, o presidente da Câmara Municipal de Resende, o representante da DREN para as Bibliotecas Escolares e representantes da Equipa Educativa Douro Sul que teceram palavras de elogio, de incentivo e de orgulho relativamente à persistência e ao trabalho desenvolvido pela Equipa da Biblioteca. Participaram nesta celebração a Vereadora da Cultura, a Coordenadora da Biblioteca Municipal e representantes das Bibliotecas Escolares, dos Conselhos Executivos das Escolas de Resende e do Seminário Menor de Resende.

Um momento de leitura… os alunos do 7ºD, acompanhados por alguns professores, procuraram promover a leitura partilhada apresentando o conto “O Príncipe com Orelhas de Burro” de Luísa Ducla Soares. Procurou-se um envolvimento de e com palavras, onde os discentes se assumiram como pequenos encenadores de uma história divertida, transmitindo a beleza e o entusiasmo da leitura.

É tempo de recordar… a alma da Biblioteca foi apresentada num filme que cativou a plateia mostrando alguns dos trabalhos desenvolvidos, os colaboradores e momentos divertidos. De seguida o Hélder (11ºB) transmitiu-nos com o seu belíssimo poema emoções: “(…) Sorrimos! Pintamos! Sentimos! Acalmamos! Compreendemos! Incentivos! Para ti Begas, estas palavras poucas, os nossos sorrisos. Obrigado, Begas!”

O momento mais esperado…a entrada no espaço renovado da Biblioteca onde convidados, professores e alunos foram recebidos com doces palavras: rebuçados envolvidos por palavras, citações que comunicavam, saberes, vivências. Um murmúrio de boas sensações, os olhares cúmplices sentiram-se neste espaço que encantou.

Não recordamos saudosos o passado, voltamo-nos para o futuro… e porque LER é saber mais, incentivamos a leitura e promovemos a frequência deste espaço maravilhoso que é a nossa Biblioteca.


Prof. Carla Pimentel

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FEIRA DO LIVRO USADO



Realizou-se entre os dias 21 e 25 de Abril a Feira do Livro Usado, organizada pela Câmara Municipal de Resende em parceria com as bibliotecas escolares do concelho, tendo por objectivo a promoção do livro e da leitura, a par do enriquecimento dos fundos das bibliotecas escolares envolvidas. As bibliotecas escolares recolheram junto de alunos, encarregados de educação, professores, funcionários e demais colaboradores, ofertas de livros técnicos, científicos, romances, contos, banda desenhada, poesia e outros géneros literários. Os livros colocados à venda a preços acessíveis reverteram na sua totalidade para a compra de novos fundos documentais para as bibliotecas escolares.
O evento teve lugar no espaço do Museu Municipal de Resende e o seu programa de actividades contemplou actividades diárias abrangendo todos os níveis escolares, desde o pré-escolar ao 12º ano, com dramatizações, horas do conto, sessões de leitura, debates sobre os livros e a leitura, encontro com escritor, visionamento de diapositivos sobre o trabalho das bibliotecas, teatro de marionetas e ainda uma exposição colectiva sobre o tema “Olhares sobre a Liberdade”.
Visitaram a feira cerca de 60 turmas e embora o principal objectivo fosse o trabalho de colaboração entre as bibliotecas escolares, poder-se-á considerar que, em termos comerciais, o evento superou as expectativas, uma vez que foram vendidos 441 livros.


A iniciativa visou essencialmente a consolidação de projectos concelhios de leitura e a dinamização das bibliotecas escolares, valendo sobretudo pela primeira experiência de trabalho de equipa concelhio nesta área.


Dra Ana Maria Pinto

O MEU LIVRO


Novos Contos da Montanha – MIGUEL TORGA

Miguel Torga é o pseudónimo adoptado pelo médico Adolfo Correia da Rocha para assinar a sua vasta obra literária. Nasceu a 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho de Anta – Vila Real. Depois de tirar as primeiras letras, entra em 1918, no Seminário de Lamego, para fazer os estudos do liceu, mas como não se adaptou ao colégio, saiu depois de um ano e partiu para o Brasil, com apenas 13 anos, para trabalhar na fazenda de café de um tio. Regressa a Portugal, em 1925 e, em 1928, matricula-se na Universidade de Coimbra, em Medicina, fazendo a sua estreia no mundo literário com o livro de poemas “Ansiedade”. Durante os anos da Universidade, liga-se ao grupo da Revista Presença. Como era uma pessoa de temperamento muito independente, por volta de 1930 afasta-se do grupo, por considerar haver imposição de limites à liberdade de criar. No ano de 1939, casa-se com a belga Andrée Crabbé, que leccionava na Universidade de Lisboa. Algum tampo depois, a sua esposa é proibida de leccionar, por motivos políticos. Torga chegou a ter alguns dos seus livros apreendidos, porque até antes do “25 de Abril de 1974” manifestou-se abertamente contra a ditadura de Salazar. Faleceu em Coimbra, no dia 17 de Janeiro de 1995.
É o autor da obra “Novos Contos da Montanha” que vos sugiro como proposta de leitura, contendo a mesma 22 pequenos contos, dos quais destaco “Fronteira”, ”Natal” e “Alma-Grande”, onde sobressai a luta árdua e difícil de homens que lutam pela perpetuação da sua existência.
Miguel Torga retrata nesta obra as crenças, as superstições, a religião e a dureza de uma realidade distante de nós, de pessoas que lutam pela sobrevivência num ambiente de guerra, utilizando o imaginário e o sonho como forma de continuarem e para acreditarem na esperança de um dia melhor. Miguel Torga provem de Trás-os-Montes e conhece muito bem a realidade contada na história, pois nasceu, cresceu com ela, teve a mesma linguagem que as suas personagens e partilhou das suas memórias e sentimentos.
Esta obra pretende ser uma celebração do não esquecimento dos mais desfavorecidos da sociedade, nomeadamente os pastores, os pedintes, os criminosos, as mulheres perdidas, onde o amor, a festa, o vinho, a violência e a morte se misturam, de forma a alterar percursos, a destruir sonhos e a traçar novos rumos.
A arte de narrar deste autor anda muito próxima da fala das personagens. Às vezes, o erudito escritor parece fazer-se substituir por um falador rústico, tipicamente serrano, e não faltam as metáforas, as prosopopeias, a oralidade e a simplicidade que transmitem ao seu estilo harmonia e graça.

O Professor, António Loureiro